
Para comemorarmos mais um ano de Parangolé, decidimos homenagear um artista Niteroiense, grande conhecido da Oficina Parangolé e de nossa cidade: João Batista Melo, o cordelista!


Contar "causos" é uma expressão popular, mais utilizada nos interiores do Brasil. É o costume que ainda se tem, de sentar em volta de fogueiras, ou aos pés da cama dos avós para contar histórias "reais" ou do imaginário popular. Nossa intenção, nesse caso, é reavivar a contação de histórias informalmente, onde o público pode intervir e aumentar o dito, pois "quem conta um conto, aumenta um ponto."
Foi maravilhoso ver o pequeno público de um sábado chuvoso, divertindo-se com histórias populares contadas em Cuiabá, como a lenda do Pacu e outros "causos" como os do Boto, do Pirarucu e dos peixes que resolveram abandonar nossas terras e viver no céu!




Sim, sabemos que dentro de todos nós existe um escritor como Clarice Lispector, Ligia Bojunga, Raquel de Queirós, Ziraldo, Cecília Meirelles, Pedro Bandeira, Ruth Rocha e tantos outros que sabiam colocar ideias no papel, usando suas experiências práticas ou mesmo a força da imaginação. Muitos se inspiraram no mestre maior Monteiro Lobato, que costumava dizer: “Um dia ainda faço livros onde as crianças possam morar.” E é dentro dessa perspectiva que iniciamos nosso atual tema de trabalho.
E, como todo projeto parangolado, nos envolvemos de muita energia corporal, mental e até mesmo espiritual, sim, pois nos aprofundamos mesmo em nossos projetos artísticos com a intenção de conhecer, entender e fazer,
usando a capacidade de absorção das informações e o material que nos é fornecido pela gentil colaboradora Papelaria Icaraí.
Como um escritor de verdade precisamos “catar” nossas musas inspiradoras", amando os livros e suas magias.
Com informações da dança, do ritmo e da energia afrodescendente que influenciou nossa cultura, traçamos um caminho próprio para despertarmos a Afro-Cultura que há em nós.
Então, lá vamos nós com os talismãs a caminho da máscara Zulu!



Os ParangoAlunos retomaram suas atividades com toda energia boa das férias, para festejarem os 3 anos de Parangoladas! O tema para isso, não poderia ser mais apropriado do que (re)conhecer uma das culturas que influenciaram a formação da identidade nacional brasileira: a cultura AFRICANA.
Sabemos que essa cultura maravilhosa não chegou ao Brasil por vontade, e sim através dos Navios Negreiros que traziam seres humanos para trabalharem como bichos-escravos, no entanto, onde há humanidade há cultura. Os africanos trouxeram suas crenças, batucadas, lendas, danças, vestimentas, comidas e muita força para sobreviver e, graças aos seus antepassados, podemos desfrutar hoje, de um país ainda com problemas sociais e raciais, mas imensurável nas manifestações artísticas e culturais.






Os parango-alunos se transformaram em verdadeiros contadores de histórias!
Dentro de um exercício divertido de relaxamento com o André Latham, escutaram uma obra poética musicada da MPB e, depois,
vestiram-se com figurinos e adereços para recontar o que ouviram através de falas e gestos.
O passo seguinte foi criarem personagens de meias para continuarem a contar histórias brasileiramente parangoladas!