domingo

4 ANOS DE PARANGOLÉ com LITERATURA DE CORDEL!


Para comemorarmos mais um ano de Parangolé, decidimos homenagear um artista Niteroiense, grande conhecido da Oficina Parangolé e de nossa cidade: João Batista Melo, o cordelista!


Sergipano de Itabaianinha, nascido em pleno sertão e que depois de rodar por vários e vários lugares, segundo ele, veio morar em Niterói. Podemos encontrá-lo aos sábados e domingos pela manhã, no Campo de São Bento/Niterói para adquirir um exemplar de seus belíssimos e divertidos cordéis, ou apenas para papear com esse ser humano ÚNICO, cheio de "causos" e dono de uma linda história de vida. É A CULTURA BRASILEIRA VIVA!!!
Não deixem de conferir:

*A literatura de cordel é um tipo de POESIA popular, tendo esse nome pois, em alguns lugares, quando exposta para a venda e leitura, os "livrinhos" são pendurados em cordas ou cordéis. Sua origem é de Portugal e Espanha. São versos escritos em forma rimada e ilustrados com XILOGRAVURAS (espécie de carimbo ao contrário). Os CORDELISTAS recitam esses versos de maneira melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, ou fazendo leituras ou declamações empolgadas e divertidas para conquistar os possíveis compradores. Geralmente narram acontecimentos recentes ou de grande importância para a cultura que fazem parte.

quinta-feira

Contando "Causos" Brasileiros

Aconteceu sábado, 4 de julho, às 10h30min da manhã!


Andrea Ferrassoli e Sóter França Jr.

Contar "causos" é uma expressão popular, mais utilizada nos interiores do Brasil. É o costume que ainda se tem, de sentar em volta de fogueiras, ou aos pés da cama dos avós para contar histórias "reais" ou do imaginário popular. Nossa intenção, nesse caso, é reavivar a contação de histórias informalmente, onde o público pode intervir e aumentar o dito, pois "quem conta um conto, aumenta um ponto."

Foi maravilhoso ver o pequeno público de um sábado chuvoso, divertindo-se com histórias populares contadas em Cuiabá, como a lenda do Pacu e outros "causos" como os do Boto, do Pirarucu e dos peixes que resolveram abandonar nossas terras e viver no céu!

sábado

ParangoDia das Crianças!

Hoje ninguém segura a ParangoBatucada!!!

Temos um novo mundo a explorar, os livros que estamos escrevendo podem esperar, hoje é DIA DAS CRIANÇAS aqui no PARANGOLÉ, onde tudo pode ser pintado, desenhado e virar música!!!


Declaração Universal dos Direitos da ParangoCriança Feliz!

1- Toda criança tem o direito de sujar as roupas de tinta de vez em quando, afinal, “NÃO HÁ APRENDIZADO SEM MANCHAS!”




2- Toda criança tem o direito de pular, cantar e fazer a batucada que quiser desde que convide o vizinho, ou lhe dê tampões de ouvido de presente.



3- Toda criança tem o direito de inventar sua própria linguagem, com as mãos, com os pés, com o corpo e tudo mais.


4- Toda criança tem o direito de ficar de cabeça pra baixo, afinal, é sempre bom ver o mundo de outras maneiras!



5- Toda criança tem o direito de pintar a cara de seus professores!



6- Toda a criança tem o direito de dançar a SUA MÚSICA!


7- Toda criança tem o direito de rir gargalhadas sem fim!


8- TODA A CRIANÇA TEM O DIREITO DE CONHECER A CULTURA EM QUE VIVE, SENTINDO-SE PARTE DELA, REINVENTANDO-A A CADA DIA!




FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!!!!!!!!

terça-feira

ParangoBiblioteca

Dizem que setembro é o mês do livro e, por isso, resolvemos escrever livros. Simples assim.

Sim, sabemos que dentro de todos nós existe um escritor como Clarice Lispector, Ligia Bojunga, Raquel de Queirós, Ziraldo, Cecília Meirelles, Pedro Bandeira, Ruth Rocha e tantos outros que sabiam colocar ideias no papel, usando suas experiências práticas ou mesmo a força da imaginação. Muitos se inspiraram no mestre maior Monteiro Lobato, que costumava dizer: “Um dia ainda faço livros onde as crianças possam morar.” E é dentro dessa perspectiva que iniciamos nosso atual tema de trabalho.

E, como todo projeto parangolado, nos envolvemos de muita energia corporal, mental e até mesmo espiritual, sim, pois nos aprofundamos mesmo em nossos projetos artísticos com a intenção de conhecer, entender e fazer, usando a capacidade de absorção das informações e o material que nos é fornecido pela gentil colaboradora Papelaria Icaraí.

Bem, começamos agora a construção de nossa ParangoBiblioteca e queremos muito apresentar o resultado desse trabalho aqui.

Como um escritor de verdade precisamos “catar” nossas musas inspiradoras", amando os livros e suas magias.

ParangoParquegráficoEditorial!

quinta-feira

Parango-Talismã

A Parango-Tribo expressa a cultura Afro-Brasileira Parangolada!

Criamos um Parango-Talismã* que nos trará muita sorte, magia e alegria nessa viagem da África para o Brasil.

Com informações da dança, do ritmo e da energia afrodescendente que influenciou nossa cultura, traçamos um caminho próprio para despertarmos a Afro-Cultura que há em nós.

Então, lá vamos nós com os talismãs a caminho da máscara Zulu!
Salve nossa Parango-Negritude, pois:

“Alma não tem cor!
Pó eu sou Branco?
Alma não tem cor
Pq eu sou negro!?” – Banda Karnak










A palavra TALISMÃ deriva do árabe, Talesma que significa “figura mágica”, e este do grego Télesma, “rito religioso, cerimônia de iniciação ou mistério”. O talismã é um objeto supostamente dotado de poderes espirituais e de virtudes sobrenaturais com finalidades protetoras. Para nós, torna-se um dos caminhos para compreendermos o misticismo e os simbolismos africanos. O talismã pode ser uma medalha, uma figura, uma cruz, feita de qualquer material, seja madeira ou rocha.

sexta-feira

“Mãe África Brasileira”

A Oficina Parangolé inicia o semestre falando da “Mãe África Brasileira”.

Os ParangoAlunos retomaram suas atividades com toda energia boa das férias, para festejarem os 3 anos de Parangoladas! O tema para isso, não poderia ser mais apropriado do que (re)conhecer uma das culturas que influenciaram a formação da identidade nacional brasileira: a cultura AFRICANA.

Sabemos que essa cultura maravilhosa não chegou ao Brasil por vontade, e sim através dos Navios Negreiros que traziam seres humanos para trabalharem como bichos-escravos, no entanto, onde há humanidade há cultura. Os africanos trouxeram suas crenças, batucadas, lendas, danças, vestimentas, comidas e muita força para sobreviver e, graças aos seus antepassados, podemos desfrutar hoje, de um país ainda com problemas sociais e raciais, mas imensurável nas manifestações artísticas e culturais.







Sim, pois sabemos que:

“Brasileiro não é africano,
Africano não é brasileiro
Embora eu queira
Embora eu queira”
(Banda Karnak)







Queremos que nossos ParangoAlunos descubram que nossa (MULTI)cultura é tão rica e diversa devido às influências e "misturas" que recebemos, e que nenhuma manisfestação cultural é superior a outra, apenas diferente.

Obs: Isso não quer dizer que não podemos nos apaixonar perdidamente pela cultura brasileira, não é?

Nós podemos recontar!

Os parango-alunos se transformaram em verdadeiros contadores de histórias!

Dentro de um exercício divertido de relaxamento com o André Latham, escutaram uma obra poética musicada da MPB e, depois, vestiram-se com figurinos e adereços para recontar o que ouviram através de falas e gestos.

Foi um festival de criatividade, invenção, e muita alegria...

O passo seguinte foi criarem personagens de meias para continuarem a contar histórias brasileiramente parangoladas!